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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

ENSINO À DISTÂNCIA



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Ensino à distância

O cientista e professor brasileiro Marcelo Gleiser recebe

US$ 2,5 milhões de fundação para levar o ensino de ciência
aos rincões dos EUA

by Edson Franco

                  "Há 50 milhões de americanos vivendo nas zonas rurais dos EUA. Apesar de não terem acesso a museus de ciência, eles compartilham com seus compatriotas urbanos a inquietação com as grandes questões da humanidade. 

               Querem saber se um dia venceremos a morte, se chegaremos a Marte ou que mistérios ainda há para desvendar nos nossos oceanos. Um projeto para ajudar esse povo a obter respostas acaba de ganhar um incentivo de US$ 2,5 milhões, doados pela Fundação Nacional de Ciência dos EUA. Um dos homens por trás da ideia premiada é o professor de física e astronomia da Dartmouth College, escritor, roteirista e apresentador de tevê Marcelo Gleiser.

                 Ao lado do professor de matemática Daniel Rockmore, o brasileiro desenvolveu um sistema que leva o ensino científico para as bibliotecas instaladas nos rincões da América. O projeto é baseado na produção de documentários em  vídeo. Antes da projeção, os interessados recebem uma lista com livros a respeito dos assuntos a ser discutidos. Por fim, em uma data acertada pelo bibliotecário, um cientista treinado pelos criadores do programa ensina, discute e estimula os interessados.     


                Os vídeos ficarão prontos em 18 meses e começarão a ser exibidos em dez bibliotecas. Em quatro anos, uma centena delas deverá ser atendida. “Alcançamos o objetivo com a combinação de dois fatores: levar o ensino científico até as zonas rurais e usar as bibliotecas como centros de discussão para esse tipo de atividade”, diz Gleiser por telefone.


                O projeto junta assuntos que despertam grandes dúvidas e espana deles qualquer poeira acadêmica. Serão quatro temas: como a ciência nos ajuda a superar nossos limites, a imortalidade, a vida nos extremos do planeta e como podemos controlar os recursos naturais na Terra e em outros planetas. São temas com potencial de complexidade que beira o infinito. E é aí que aparece um dos talentos de Gleiser: a capacidade de domesticar assuntos áridos e ajudar os leigos a transpor a linha que os separa dos iniciados.
 
                 O projeto seria aplicável no Brasil? Gleiser diz que sim, mas depois de adaptações. “Suspeito que a situação das bibliotecas nas zonas rurais brasileiras seja lamentável. É preciso que os prédios tenham computadores, projetores e conexão em alta velocidade com a internet.” 


                Mas há uma chance de que, apesar de eventuais carências estruturais, o projeto e seu idealizador – que trabalha nos EUA desde o início dos anos 1990 – venham para o País. “Estou estudando a hipótese de passar parte do ano no Brasil”, afirma o cientista.
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FRASE DA VEZ:

"Brincar com as crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem." (Drummomnd)
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 O AMOR É LINDO !


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Um comentário:

  1. Na era da internet, projetos como este são sempre bem vindos.

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