Páginas

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

CÁPSULA DO TEMPO


A CÁPSULA DO TEMPO DE PARIS
Um apartamento em Paris ficou fechado por mais de 70 anos. Ele foi descoberto no Quartier du Pigalle, há algum tempo atrás.

A dona deste apartamento, Sra. De Florian, deixou Paris um pouco antes de a Segunda Guerra Mundial iniciar na Europa. A moradora fechou as janelas e foi para o sul da França de onde nunca mais retornou. Sete décadas depois, ela faleceu aos 91 anos.

Quando seus herdeiros contrataram profissionais para fazer um novo inventário, foi que descobriram o apartamento parisiense deixado pra trás e finalmente abriram a cápsula do tempo...

O grupo que teve a honra de abrir a fechadura enferrujada adorou a experiência de ao se depararem com um “castelo da bela adormecida”. O cheiro de poeira, as teias de aranhas e o silêncio foram impactantes: uma experiência para toda a vida!

E tem mais: no apartamento foi encontrada uma pintura de uma bela mulher com vestido rosa. Um componente do grupo suspeitou que a peça pudesse ser muito valiosa, um tesouro talvez, sendo que junto à pintura foram encontradas pilhas de cartas de amor antigas, amarradas com uma fita colorida.
Com a opinião de um historiador, as cartas foram rapidamente reconhecidas como sendo de Giovanni Boldini, um dos mais proeminentes pintores parisienses da Belle Époque.

A obra é mesmo dele! E a mulher na pintura era a avó da Sra. De Florian, Marthe De Florian, uma bela atriz e socialite também do período da Belle Époque.

Ela era a musa de Boldini que, apesar de casado, era seu amante. O mundo da arte ficou doido com toda a história da descoberta e a peça foi leiloada por tão somente... 3.000.000 de dólares!

Porém, o mais intrigante de toda esta historia é saber a causa da Sra. De Florian nunca mais ter voltado... Seria medo dos nazistas? Ou estaria fugindo de mais alguém? Mas durante 70 anos? Parece que nunca saberemos, mas é bem estranho, não?

Algumas imagens da cápsula do tempo:
 
BONECO-DE-NEVE 
 

2 comentários:

  1. Carmen lins de Carvalho1 de setembro de 2012 13:37

    Denise, que história fantástica! E que amor doido!

    ResponderExcluir