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sábado, 10 de agosto de 2013

QUANDO ME PERGUNTAM

QUANDO ME PERGUNTAM
Mário Quintana

Quando me perguntam por que não aderi a essa história de "estória", respondo (e não evasivamente) que é simplesmente porque, para mim, tudo é verdade mesmo. Acredito em tudo. Acreditar no que se lê é a única justificativa do que está escrito. Ai do autor que não der essa impressão de verdade! Que é uma história? É um fato - real ou imaginário - narrado por alguém. O contador de histórias não é um contador de lorotas. Ou, para bem frisar a diferença, o contador de histórias não é um contador de estórias.
E depois, por que hei de escrever "estória" se eu nunca pronunciei a palavra desse modo? Não sou tão analfabeto assim. Parece incrível que talvez a única sugestão infeliz do mestre João Ribeiro tenha pegado por isso mesmo... Também um dia parece que Eça de Queirós se distraiu e o Conselheiro Acácio, por vingança, lhe soprou esta frase pomposa: "Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia." Tanto bastou para que lhe erguessem um monumento, com a citada frase perpetuada em bronze! Pobre Eça...
O mundo é assim.
 

3 comentários:

  1. Excelente crônica (?). Mário Quintana é sempre essa delicadeza ao colocar suas ideias. Liliana

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  2. Quintana, em sua simplicidade, é completo.

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  3. carmen lins de carvalho13 de agosto de 2013 17:26

    Assim a vida do Maestro Carlos Gomes é parte da História do Brasil.

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