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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ONDE VOCÊ GUARDA SEUS OLHOS ?


 ONDE  VOCÊ  GUARDA  SEUS  OLHOS ?
Rubem Alves
Faz uns dias, eu fui para a cozinha, para fazer aquilo que já fizera a centenas de vezes: cortar cebolas ! Ato banal sem surpresas. Mas cortada à cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz refletindo neles... Tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.
De repente a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista. E o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora tudo o que vejo me causa espanto...
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica. 
O objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Uma mulher que vivia perto da minha casa, decretou a morte de um Ipê que florescia à frente de sua casa, porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza, só viam o lixo...
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios". Escreveu Alberto Caeiro. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da Educação deveria ser a de "ensinar a ver".
O zen-budista concorda e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "Satori", a abertura do "terceiro olho", a terceira visão... Onde se pode ver a aura das pessoas, plantas e animais.
Então a diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. 
Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário, mas é muito pouco, muito pobre...
Quando os olhos estão na caixa de brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que veem, olham pelo prazer de olhar...
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossos mestres.

(Resumi o texto acima, por ser muito extenso, foi extraído da seção "Sinapse" do jornal Folha de SP, versão on-line publicado em 26/10/2004) 
 
 BEATLES EM GRAFITE
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

CIDADE DE PRAGA


A CIDADE DAS CEM CÚPULAS
Praga é a capital e a maior cidade da República Checa, situada na margem do Vltava. Conhecida como "cidade das cem cúpulas", Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famosa pelo extenso patrimônio arquitetônico e rica vida cultural. 
Importante também como núcleo de transportes e comunicações, é o principal centro econômico e industrial da República Checa. 
Situada na Boêmia central, a cidade de Praga localiza-se sobre colinas, em ambas as margens do rio Vltava, pouco antes de sua confluência com o rio Elba. 
O curso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda (oriental) do Vltava.
Praga tem uma área de 496 km² e uma população de 1 237 893 habitantes (censo 2009), perfazendo uma densidade demográfica de 2357,07 hab./km². 
Pelas estatísticas de emprego deduz-se que cerca de 300 000 pessoas ali trabalham sem no entanto serem residentes.
Praga é famosa por ser um dos grandes centros culturais europeus, ligado a nomes como os compositores Antonín Dvořák e Bedřich Smetana e os escritores Franz Kafka, Rainer Maria Rilke e Jaroslav Hašek.
É o centro editorial do país e possui diversas instituições de ensino superior. A mais famosa é a Universidade de Carlos, fundada no século XIV, sendo também a mais antiga da Europa Central. 
Merece também destaque a Universidade Técnica de Praga, fundada no século XVIII. Além dessas duas importantes universidades, o sistema de ensino superior da cidade é apoiado pela Academia de Ciências que contribui para o desenvolvimento de diversas áreas de pesquisa. 
Praga também possui escolas de economia, artes, música, cinema e dança. Na capital existe um grande número bibliotecas e teatros. Entre seus museus se destaca o Museu Nacional, de 1818, e os museus técnico, judaico, etnográfico e de literatura. 
Uma preciosa coleção do rei Rodolfo II é conservada na Galeria de Arte do Castelo de Praga.
A capital checa possui um dos mais belos e conservados patrimônios arquitetônicos da Europa. 
Isso se deve principalmente ao fato de ela ter sofrido relativamente poucos danos durante as duas guerras mundiais. Monumentos, igrejas, ruas estreitas e prédios históricos contrastam com as modernas edificações da cidade. 
Uma das construções mais importantes é o castelo na colina Hradcany, fundado no século XVII, que actualmente serve como a residência presidencial e onde antigamente era habitado pelos reis da Boêmia.
Praga é famosa por sua intensa vida cultural, ligada a nomes da estatura dos compositores Bedrich Smetana e Antonín Dvorák e dos escritores Franz Kafka, Rainer Maria Rilke e Jaroslav Hašek, e por sua condição de centro industrial. 
Entre as indústrias instaladas na cidade destacam-se as de engenharia pesada e de precisão, alimentícia, construção civil, maquinaria, material ferroviário, produtos químicos e farmacêuticos, artes gráficas e editoriais. 
Três grandes estações ferroviárias, o aeroporto internacional de Ruzyne e uma grande rede de transportes públicos fazem da cidade um destacado centro de comunicações na Europa central.
Além de duas grandes universidades, Praga tem escolas independentes de economia, artes e ofícios, artes gráficas, música, dança, cinema e uma Academia de Ciências, que incentiva a pesquisa em diversas áreas. 
Ao lado do Museu Nacional, fundado em 1818, existem os museus técnico, etnográfico, de artes e ofícios, judaico e de literatura. 
A Galeria de Arte do Castelo de Praga conserva uma famosa coleção que pertenceu ao rei Rodolfo II. A biblioteca da universidade conserva manuscritos preciosos e gravuras antigas.
Desde 1967, a cada quatro anos recebe a exposição Quadrienal de Praga, maior evento dedicado à arte da cenografia no mundo.
Numerosos monumentos integram a paisagem urbana da capital, composta de lindas ruelas de traçado irregular que contrastam com os novos bairros residenciais, de arquitetura moderna. 
As partes históricas da cidade são preservadas como monumentos nacionais.
Entre os prédios mais importantes destacam-se o Castelo de Praga fortificado na colina Hradcany, construído entre os séculos XIV e século XVII, onde na atualidade mora o presidente da república e antiga residência dos reis da Boêmia. 
Ao lado do castelo, ergue-se a grande catedral gótica de S. Vito (século XIV) e o Belvedere em estilo renascentista.
No bairro Malá Strana está uma das duas igrejas barrocas de São Nicolau, a igreja do Menino Jesus de Praga, a igreja do Loreto (do século XVIII) e numerosos palácios da aristocracia tcheca, do século XVII, em estilo barroco.
Na Staré Město (a Cidade Velha), há inúmeros monumentos e relíquias da história checa. Destacam-se a igreja Týnský, em estilo gótico, construída no século XIV, na qual se acha o túmulo do astrônomo Tycho Brahe; o bairro Josefstadt, com o gueto e o cemitério judaicos, do século XII, e a sinagoga. 
Encontra-se ali o relógio Astronômico Orloj e a parede Lennon.
Na Nové město (ou na Cidade Nova) figuram a estátua de São Venceslau, de 1915, e o Museu Nacional. 
Outras edificações de destaque são o Prikopy, local da antiga fortaleza; o Teatro dos Estados, estreou a ópera Don Giovanni, de Wolfgang Amadeus Mozart; o Teatro Nacional, de 1883; igrejas e palácios barrocos e a estátua do líder hussita Jan Ziska.
Entre as numerosas pontes que atravessam o rio Vlatva está a famosa Ponte Carlos que liga a Cidade Velha ao Castelo de Praga.

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