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terça-feira, 22 de abril de 2014

terça-feira, 15 de abril de 2014

PAÍS ESCULHAMBADO


NUNCA VI O BRASIL TÃO ESCULHAMBADO COMO HOJE
 Arnaldo Jabor
Tudo vai explodir em 2015, o ano da verdade feia de ver. O mal que essa gente faz ao país talvez demore muitos anos para se reverter.

Nunca vi o Brasil tão esculhambado como hoje. Perdoem a palavra grosseira, mas não há outra para nos descrever. Já vi muito caos no país, desde o suicídio de Getúlio até o porre do Jânio Quadros largando o poder, vi a morte de Tancredo na hora de tomar posse, vi o país entregue ao Sarney, amante dos militares. Vi o fracasso do plano Cruzado, vi o escândalo do governo Collor, como uma maquete suja de nossos erros tradicionais, já vi a inflação a 80% num só mês, vi coisas que sempre nos deram a sensação fatalista de que a vaca iria docemente para o brejo, de que o Brasil sempre seria um país do futuro. Eu já senti aquele vento mórbido do atraso, o miasma que nos acompanha desde a Colônia, mas nunca vi o país assim. Parece uma calamidade pública sem bombeiros, parece um terremoto ignorado. Por que será? É óbvio que não é apenas o maluco governo do PT, mas também as marolas que ele espalha, os nós frouxos de uma política inédita no país que nem atam nem desatam.


Tudo vai muito além da tradicional incompetência que sempre tivemos. Dá até saudades. A incompetência de agora é ramificada, “risômica”, em teia, destrutiva, uma constelação de erros óbvios que eu nunca tinha visto.
No dia a dia, só vemos fracassos, obras que não terminam, maquiagem de números, roubalheiras infinitas e danosas, vemos o adiamento de tudo por causa das eleições. Tudo vai explodir em 2015, o ano da verdade feia de ver. O mal que essa gente faz ao país talvez demore muitos anos para se reverter.
Mas, aqui, não quero falar de corrupção, burocracia, clientelismo e outras mazelas. Como é o rationale que usam para justificar o desmembramento do país que estão a executar? Quais são as principais neuroses da velha cabeça da esquerda, suas doenças infantis, etc.?

 
Interessa ver o mapa do inconsciente petista. Interessa ver a incompetência dessa gente que conheço desde a adolescência, quando participava das infindáveis reuniões políticas para “mudar” o país —muito cigarro e a sensação de viver uma “missão profunda”. As discussões sem fim: “questão de ordem, companheiro!”, “o companheiro está numa posição revisionista” ou “a companheira está sendo sectária em não querer dar para mim”.
Os fins eram magníficos, os diagnósticos tinham pontos corretos, mas no fim das madrugadas, alguém perguntava: “O que fazer?” (como queria Lenin...).
Aí, todo mundo embatucava. Ninguém sabia nada. E tentavam agir, mas só apareciam erros desastrosos e a incapacidade de organização concreta; mas tudo era desculpado pela arrogância de quem se achava na “linha justa”. O povão era usado para a “boa” consciência, o povão era o salvo-conduto para a alma pacificada, sem culpas — o povão era nossa salvação.


Pensávamos: Um dia eles serão “homens totais”, “sujeitos da História”, enquanto os mendigos vomitavam no meio-fio — os que a gente chamava com desprezo de “lumpens”.
O ponto de partida da incompetência é se sentir competente. A incompetência atual é competente como nunca. O homem “bom” do partido não precisa estudar nem Marx nem nada, apenas derramar sua “missão” para o povo. Administrar é coisa de burguês, de capitalista. E dá trabalho, é chato pacas examinar estatística, analisar contratos da PTbrás, tarefas menores, indignas de líderes da utopia.
Para eles, o Estado é o pai de tudo. Logo, o dinheiro público é deles, a empresa pública é deles, roubar é “desapropriar” a grana da burguesia.
Os petistas se sentem “bons”. Eles são o “Bem”, e o resto é ou massa de manobra, a massa atrasada, ou “elementos neoliberais da direita”. Ser o Bem te absolve; é irresistível entrar para um partido assim.
Outra doença infantil (ou senil) é a permanência de (não riam...) Hegel nas mentes da esquerda. O filósofo que formou Marx continua nos corações petistas. Por esse pensamento, qualquer erro é justificável por ser uma “contradição negativa”, ou seja, qualquer cagada (perdão) é o passo inicial para um acerto que virá, um dia.
Como escreveu o filósofo Carlos Roberto Cirne Lima em “Depois de Hegel”, de 2006, Hegel tem a tendência muito forte de dizer que tudo que “é”, a rigor, tinha que ser. Hegel diz que, para entender a História, é preciso afastar a contingência. Hegel vai provocar o grande erro de Marx de que a História é inexorável e que, portanto, a revolução comunista é um momento da História que necessariamente vai acontecer. Esse é o primeiro grande erro de Hegel. E Cirne Lima reclama: “Nenhum lógico lê nosso trabalho porque ele trata de Hegel, e nenhum hegeliano o lê porque é lógica”.
Assim, organiza-se a burrice, a estupidez (falo do “id” petista), a negação de qualquer facticidade, a adoção só de ideias gerais, dedutivas, o desejo de fazer o mundo caber num ideário superado (aufheben). Daí a desconfiança no mercado, nos empreendedores, contra todos que trabalham indutivamente, com o mistério das coisas singulares no centro da sociedade civil, que eles veem como uma anomalia atrapalhando o Estado. Os esquerdistas se sentem parte de uma dinastia desde Stalin — as palavras e os conceitos ainda são usados. 


E, como no tempo do Grande Irmão, há o desejo de apagamento do sujeito, ou seja, nem a morte tem importância para sujeitos que viram objetos. Vide Coreia. Até o assassinato pode ser absolvido como uma necessidade histórica.
Um dia, um companheiro (que morreu há pouco) me disse: “Não tema a morte. Marx disse que somos seres sociais. O indivíduo é uma ilusão. Para o comunista a morte não existe”. E eu sonhei com a vida eterna.
Essas são algumas das doenças mentais que estão levando o Brasil para um pântano institucional. Temos que nos salvar desse determinismo suicida.
Se houver a vitória de Dilma ou a volta de Lula, estaremos, como diria Hegel, fo&#dos — numa “contradição negativa” que vai durar décadas para ser “superada”.

quinta-feira, 13 de março de 2014

TEAPOTS !!!

 
A ARTE NOS BULES


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

FIM DE TARDE

 

Duo Artemiev - Trapèze - Le Plus Grand Cabaret Du Monde 

 

DE FILHO PRA PAI


de filho para pai
'De pai para filho'. Essa expressão geralmente é usada quando se faz um bom negócio ou se obtém alguma vantagem que só mesmo os pais podem conceder.
Esta mensagem foi publicada no jornal 'Perfil Policial', a todos os pais do Brasil.

Queridos pais, antes que seja tarde demais...
Não tenham medo de ser firmes comigo. Eu prefiro assim, pois sua firmeza me traz segurança.
Não me tratem com excesso de mimos. Nem tudo o que eu peço me convém.
Não me corrijam na frente de outras pessoas. Prestarei muito mais atenção se vocês falarem comigo baixinho e a sós.
Não permitam que eu forme maus hábitos. Na minha idade, eu dependo de vocês para descobrir o que é certo ou errado.
Não façam promessas apressadas. Lembrem-se de que me sinto mal quando as promessas não são cumpridas.
Não me protejam das conseqüências dos meus atos. Às vezes, preciso aprender através da dor.
Não sejam falsos nem mentirosos. A falsidade me deixa confuso, desnorteado, e acabo perdendo a confiança em vocês.
Não me incomodem com ninharias. Se assim agirem, terei de proteger-me, aparentando surdez.
Nunca dêem a impressão de ser perfeitos ou infalíveis. O choque será grande quando eu descobrir que vocês estão longe disso.
Não digam que meus temores são tolices. Eles são terrivelmente reais para mim. Se vocês usarem de compreensão para comigo, ficarei mais sereno e tranqüilo.
Não deixem sem resposta as minhas perguntas. Do contrário deixarei de fazê-las e buscarei informações em algum outro lugar.
Não julguem humilhante um pedido de desculpas. Um perdão sincero torna-me surpreendentemente mais caloroso para com vocês.
E não se esqueçam, jamais, que para desabrochar e florescer, eu preciso de muita compreensão. E, acima de tudo, de muito amor.
Você, que é pai ou educador, lembre-se sempre de que sem criança não há futuro e nem esperança de dias melhores.
Educar e bem formar os pequeninos são fatores fundamentais para a construção de um Mundo mais humano e mais feliz.
E educar não quer dizer superproteger nem abafar com excesso de zelos, pois a criança é como uma planta nos jardins do mundo. O excesso de água pode afogá-la e a falta excessiva pode secá-la.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

MONTANHAS ARCO-ÍRIS


RAINBOW MOUNTAINS
Parece que o dia em que a Terra decidiu criar esta paisagem, ela estava celebrando uma festa.  


Ou, talvez, tenha se encarregado de projetar pistas simples em uma região remota, para o norte do que viria a ser a China, com a intenção de surpreender os visitantes com algo excepcional.


Em qualquer caso, se uniram todas as camadas rochosas de cores imagináveis ​​em um só lugar, mais especificamente na área conhecida como Zhangye Danxia, ​​alcançando assim o que seja, talvez, o maior encontro de diferentes pigmentos em pedra natural do mundo.


 Não é exagero dizer que ele se parece com algo saído de um conto de fadas.
 Esta é a coisa mais próxima a essas garrafas de areia colorida de praia, mas em grande escala. 


As colinas ficam mais brilhantes depois da chuva, que é o melhor momento para capturar estas cores intensas.  


A topografia da área inclui penhascos íngremes, picos e cavernas. 
 Há um autocarro que atravessa o parque para ir de um ponto de vista para outro.
 

Deve ser explicado que Danxia não é um lugar, mas o nome de um tipo de paisagem encontrado na China, caracterizada por rochas proeminentes e penhascos íngremes.  


É semelhante às rochas cársicas, mas formada por camadas de conglomerado ao invés de blocos compactos de rochas.


Acidentes geográficos Danxia são encontrados apenas na China e muitas vezes têm uma cor avermelhada característica. 


 Zhangye Danxia não deve ser confundido com outros lugares, como o chamado conjunto China Danxia, ​​incluída no Patrimônio Mundial da UNESCO.
 São parte do Parque Geológico Zhangye Danxia Landform em Gansu.


As montanhas vivas são o resultado de depósitos minerais e de arenito vermelho de mais de 24 milhões de anos atrás. As camadas formadas em cima de um outro, criando os padrões coloridos de estratos rochosos.