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sexta-feira, 29 de abril de 2011

FIM DE TARDE

Elgar, Pomp and Circumstance March No.1 

 

BRAÇOS PROTETORES

 

QUASE UMA PRAGA !... (humor)


AH !... ESSAS  MULHERES...
A SENHORA DE PARIS

CONSELHO CHINÊS


ENTRE AS PEDRAS

quinta-feira, 28 de abril de 2011

UM TESOURO ESCONDIDO NA SIBÉRIA


OS PILARES DE LENA
MERCADINHO DO PASSADO

A CULTURA BRASILEIRA DESMORONA...

O PSDB NÃO ESTÁ DESTRUINDO APENAS A ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA, MAS TAMBÉM A TV E RÁDIO CULTURA DE SÃO PAULO

Júlio Medaglia: 'É triste, estão desmontando a Cultura'
Após 25 anos na emissora, regente soube na terça que não ia continuar.
                Júlio Medaglia, de 73 anos, foi surpreendido nesta terça-feira. Após 25 anos na TV Cultura, teve o contrato rescindido. O maestro apresentava o Prelúdio (programa de calouros de música erudita), e mantinha na Rádio Cultura o programa diário Temas e Variações, às 11 horas. 

               O último programa foi ao ar na própria terça, sobre o compositor Bernard Hermann. Ex-aluno de Pierre Boulez, Stockhausen e John Barbirolli, Medaglia foi fundador da Amazônia Filarmônica e dirigiu a Orquestra da Rádio de Baden-Baden e a Rádio Roquete Pinto.

O que lhe disseram ao demiti-lo?

              "Quem me chamou foi o João Sayad (presidente da TV Cultura). Disse muito obrigado, que fui importante, mas que ia colocar jovens para fazer o programa de rádio e a cobertura dos projetos de ópera e ia comprar um enlatado americano para a TV. Curioso porque, quando assumi, ele me chamou e ficamos quase duas horas conversando. Ele me perguntava coisas e tomava notas em um caderninho. Mas, ao me demitir, não demorou nem um minuto e meio. Tinha 24 anos de programa e fui demitido em um minuto e meio. Ele resolveu seguir as opiniões de outras pessoas. Sei quem é a pessoa que conduz esse desmonte, mas não vou dizer porque não tenho como provar."
  O sr. era caro para a emissora?
 
             "No começo, eu era funcionário. Fui demitido em 2005 e transformado em PJ (Pessoa Jurídica). A direção achou que eu não podia ser personalidade física e jurídica ao mesmo tempo. Passei a ganhar R$ 4 mil, mas sem direitos trabalhistas, sem plano de saúde. No fim, estava pagando para trabalhar. Mas continuei porque achei que valia a pena. Tivemos até 2 mil jovens no programa Prelúdio. Prestamos alguns serviços, e revelamos uma geração inteira de novos músicos. O programa trazia um público jovem para a casa, o Instituto Goethe dava uma bolsa na Alemanha para o vencedor, o Consulado Italiano dava outra para a Itália. E não custava nada para a emissora. A orquestra era paga por um convênio. Recebíamos toneladas de cartas. Estão desmontando a Rádio Cultura inteira, a TV Cultura também. É uma coisa triste. Estão sendo dirigidos por pessoas que não sabem dirigir, com uma programação sucateada, programas infantis que vão sendo repetidos." 
  Qual era o tamanho da sua equipe?

          "Eu tinha um produtor, mas foi demitido há alguns meses. Era apenas o locutor. Depois que demitiram a Marta Fonterrada (produtora e radialista), eu mesmo estava pesquisando e produzindo tudo. Marta era uma pessoa muito bem preparada, uma profissional de grande gabarito. Desde então, eu definia algum tema, como por exemplo "Compositores que ficaram cegos", e aí reunia a obra de Bach, Haendel, e assim por diante, e montava o programa. Foi assim nos últimos seis anos, cada dia uma ideia diferente."
  Quais são seus planos para o futuro imediato?

                "Bom, eu continuo à frente de um projeto em São Bernardo do Campo, a solidificação de uma orquestra. Estou me inspirando no que Simon Rattle (maestro inglês) fez em Birmingham, a prospecção de talentos numa zona industrial, tradicionalmente de pouca atividade cultural. A partir da orquestra, revitalizou toda uma cidade. É um projeto bacana de São Bernardo, que pretende instalar um teatro para a gente nos antigos estúdios da Vera Cruz, que abrigará um grande centro cultural."

 OUTRO LADO
 
                 Em nota, a TV Cultura explicou: "Pelo reconhecido e inconteste papel desempenhado pelo maestro Medaglia em prol da divulgação da música clássica no Brasil, foram oferecidas a ele algumas alternativas, mas a conclusão das conversas foi pela não renovação do contrato". 

PROTESTOS DO PASSADO 
 

BATOM NO BANHEIRO

MARCAS DE BATOM NO BANHEIRO
        Numa  escola  pública estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas de 12  anos que  usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o  excesso de  batom. 

O  diretor andava  bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho  enorme para  limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na  tarde seguinte,  lá estavam as mesmas marcas de batom.  

Um  dia o diretor  juntou o bando de meninas no banheiro e explicou  pacientemente que era  muito complicado limpar o espelho com todas  aquelas marcas que elas  faziam. Fez uma palestra de uma hora. 

No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram. 

No  outro dia, o  diretor juntou o bando de meninas e o zelador no  banheiro, e pediu ao  zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho.  O zelador  imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e  passou no  espelho.

Nunca mais apareceram marcas no espelho !

MORAL DA HISTÓRIA: 

 Há professores e há educadores...
Comunicar é sempre um desafio!
Às vezes, precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados. 

PEIXEIRO DO PASSADO 
 

SESSÃO 'PÉROLAS DE AMIGA'

EU TENHO CICLOS

Cecília fala
Com sabedoria:
“Tenho fases”.

Eu sou diferente
(E tenho motivos):
Fecho-me em ciclos.

Sou alucinada,
às vezes cansada,
ganho no grito.


Às vezes calada,
me encolho na escada
tal um bebezinho.

Tenho paciência ou
impaciência,
depende do risco.

O ciclo atual que
vivo é plural,
o da poesia:

e quando posso
mergulho profundo
na fantasia.


Rogoldoni
04 01 2011

RL T 2 716 161


SEMELHANTES