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domingo, 2 de outubro de 2011

UM PULINHO EM SANTA TEREZA


OS ANIMAIS ENSINAM

SESSÃO 'GARGALHADAS'


OS ANIMAIS ENSINAM

O ENCANTADO FOSSO !

Entrega da reforma do Castro Mendes é adiada novamente

A entrega do Teatro José de Castro Mendes, em Campinas — fechado há quatro anos e em reforma há 1 ano e 3 meses — foi adiada mais uma vez, para janeiro de 2012.

O principal motivo, segundo a Secretaria de Cultura, é a troca do governo municipal em razão da crise política que culminou com a cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos.

A entrega do Teatro José de Castro Mendes, em Campinas — fechado há quatro anos e em reforma há 1 ano e 3 meses — foi adiada mais uma vez, para janeiro de 2012.





Operário no local do espaço que abrigará a plateia com capacidade para 186 pessoas















 O principal motivo, segundo a Secretaria de Cultura, é a troca do governo municipal em razão da crise política que culminou com a cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos.
Ao assumir a Prefeitura, Demétrio Vilagra afirmou, em discurso durante visita ao canteiro de obras do teatro, que a cidade “merece ter um teatro bonito e moderno”. O secretário de Cultura, Bruno Ribeiro, por sua vez, colocou a entrega do espaço reformado como prioridade deste mandato.
A transição política resultou no atraso de pagamentos à empresa MVG Engenharia e Construção e Construção Ltda, responsável pela reforma. A construtora acabou reduzindo seu quadro de funcionários quase pela metade.
Atualmente, 25 homens trabalham no local. Nesta segunda-feira (03), está prevista uma reunião com o prefeito, o secretário e a empresa para traçarem os rumos finais da obra.
Segundo o engenheiro e coordenador da reforma, Cláudio Natal Orlandi, faltam, essencialmente, a iluminação cênica e da plateia, a conclusão da instalação elétrica, término da fachada, revestimento acústico e assoalhamento de madeira.
“O final do ano é um pouco ingrato, pois algumas empresas param ou fazem recesso, mas acredito que em janeiro o teatro esteja recebendo as peças. Antes da abertura, estão previstas duas apresentações para teste, verificar a técnica, acústica, entre outras”, diz.
Em setembro, Orlandi solicitou mais R$ 2,5 milhões para serviços não previstos no projeto inicial — que estimava o custo total em R$ 7,4 milhões. “Tivemos alguns problemas no solo, a fundação teve que ser alterada e houve também um incremento na qualidade de iluminação”, afirmou.
O equipamento antigo de iluminação foi substituído pelo de cátodo frio (tipo de lâmpada fluorescente), mais caro, mas de consumo menor e maior durabilidade. “Os gastos serão diluídos ao longo do tempo. Esse tipo de luz tem vida de 10 a 11 anos, em média”, afirma o engenheiro. 

 COMENTÁRIO DA DENISE:
 Será possível que nem esta 'encantada reforma' termina ?
 Aquele sr. Arthur Achilles prometeu ao sr. Sérgio Capone, que o fosso iria continuar: Capone pediu o tombamento do fosso e só não o fez, porque acreditou na palavra deste sr. Achilles, de que o fosso continuaria.
Palavra é o que menos vemos nesta cidade.
Será possível que a prefeitura limpou os bolsos da cidade e não teve a decência de pagar a reforma deste arremedo de teatro ?
Sim, porque há muitos anos esta cidade não tem um Teatro.
Demoliram  nosso Teatro Municipal CARLOS GOMES, ao invés de restaurá-lo e instalou-se neste momento uma espécie de maldição.
Até o maestro Victor Hugo Toro está entrando nesta contenda. 
É claro que agora dizem que o 'teatro' não tem estrutura, profundidade, etc... Castro Mendes era um cinema... que agora forçosamente vira um 'teatro'.

Meu pai costumava dizer que 'economia na base da porcaria não presta'.

Parece-me que, desde que este sr. Achilles entrou para a Secretaria de Cultura, como diretor de orquestra, a coisa toda empacou !
Terá sido coincidência ?
Eu não acho isto.

Bruno Ribeiro, se você me disse que, para haver fosso, teria que adiar a entrega do 'Teatro', está aí uma fantástica oportunidade pra você  fazer seu nome aqui em Campinas.
Tome coragem, conte conosco - campineiros -  para o que você quiser e precisar, e não permita que o fosso do único teatro de Campinas, sabe-se lá até quando, se transforme numa fossa.
Contamos com você AGORA... e com atos, não com promessas... cansamos disto.
Queremos AÇÃO !!!!  E queremos JÁ !!

Veja bem: nada acontece por acaso. Estamos esperando este famigerado teatro há 4 anos, podemos esperar mais, o tempo que levar... COM O FOSSO !
Senão, não teremos nada !
Apenas um teatro com cara de cinema ou seria um ex-cinema com cara de teatro ?
Tanto faz, não é ?
ÁGUAS REVOLTAS



sábado, 1 de outubro de 2011

HISTÓRIA DOS TULLIO 1



ARTIGO PUBLICADO BEM 25 DE MARÇO DE 1965 NO 'DIÁRIO DO POVO'

UM CERTO PROFESSOR LUIZINHO
by Léa Maselli Ziggiatti
 Léa Ziggiatti - diretora do Conservatório Musical CARLOS GOMES
 "Conheci sempre professor Luizinho. Aliás, os di Tullio estão indissoluvelmente ligados à minha infância como uma indestrutível onda sonora.
Eram homens que tocavam instrumentos estranhos e que eu mal conhecia: violino, viola, violoncelo.
Tiravam sons melodiosos, deslizando arcos nas cordas e transmitiam uma sensação de felicidade...
Alguém me disse que eram filhos do maestro da Banda.
E a frase perdeu-se...
Ficou a lembrança dos músicos risonhos tocando peças ligeiras no restaurante do Bosque.
Mas depois, perdeu-se também esta última lembrança.
É que Campinas crescera.
E não contratava mais (infelizmente) música ao vivo para o jantar.
O disco era mais barato.
E a aridez e pressa do homem moderno exigia do jantar apenas o seu sentido material.
 Mas é nessa Campinas nova que se deu o reencontro.
Revi o professor Luizinho empolgado já num ideal.
Num ideal que ele trazia talvez latente dentro de si, desde os seus tempos de café concerto.
Seu pai, João di Tullio fôra bom músico e legou a seus filhos a missão mais alta.
O objetivo será a orquestra. A orquestra de música fina, erudita.
E professor Luizinho começou.
Primeiro, ensinando desesperadamente o seu violino.
Iniciando crianças e jovens num instrumento quase esquecido.
Mas o objetivo era a orquestra.
 A música de conjunto que reflete assim a sêde da humanidade desse homem extremamente bom.
E o milagre aconteceu.
As crianças cresceram, sempre fiéis ao professor. E aglomeraram-se.
E o seu esforço de anos começou a produzir frutos maiores.
Formara-se uma pequena orquestra.
E professor Luizinho ensaiou timidamente sua primeira regência.
E deu para a orquestra o nome de seu pai - Orquestra Maestro João di Tullio.
E Orquestra Maestro João di Tullio foi um produto de anos de esforços.
Árduos esforços e persistência tenaz para conservar unidos os seus elementos.
Mas a fé do professor Luizinho não deixava que ele esmorecesse.
Onde sabia encontrar um novo músico, tocando um instrumento raro, lá estava o professor Luizinho, para convidálo a fazer parte de sua orquestra.
E contagiava de entusiasmo.
E seguiram-se concertos.
Concertos pequenos em que a fé de Luiz di Tullio fazia crescer a sua música e a sua orquestra.
Orquestra Maestro João di Tullio foi-se firmando e aparecendo.
E o esforço do professor Luizinho não passou despercebido.
 Monsenhor Emílio José Salim soube de seus esforços.
E resolveu dar o seu apoio, aliando-se ao que já era dado pelo Conservatório Carlos Gomes para tornar maior o sonho de Luiz di Tullio.
Com a organização da Orquestra Universitária Campineira, a Orquestra Maestro João di Tullio tomou novo impulso.
 Sob a presidência do sr. Saulo Barbosa, fatos muito positivos foram acrescentados às realizações da orquestra.
O último concerto da Orquestra Universitária, realizada no Clube Semanal de Cultura Artística foi uma afirmação da fé do professor Luiz di Tullio que vence até mesmo as barreiras das dificuldades técnicas e do extremo materialismo de nossa época.
A sua regência simples e espontânea, conquistou músicos e ouvintes.
E fez música da boa.
E conquistou novos sócios para a Orquestra Universitária Campineira, que nasceu da imensa capacidade de acreditar desse homem verdadeiramente excepcional."
  RAIOS VERMELHOS