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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ROCK IN RIO

NA CIDADE DO ROCK
 O Rock in Rio começou na tarde desta sexta-feira com sol, calor e sem tumultos, apesar das longas filas que se formaram desde a madrugada. Pouco antes das 14h, foi liberado o acesso ao portão da Cidade do Rock, em clima de euforia, com muita gente cantando a música tema do festival.
Com meia hora de atraso, a banda Móveis Coloniais de Acaju, inaugurou oficialmente o Palco Sunset, onde ocorrerão encontros musicais. A banda de Brasília juntou-se à Orkestra Rumpilezz e à cantora Mariana Aydar. Na sequência, Ed Motta e o português Rui Veloso dividiram o Sunset com o guitarrista Andreas Kisser. Depois, o encontro será de Bebel Gilberto e Sandra de Sá. O encerramento fica por conta dos dinamarqueses The Asteroids Galaxy Tour com a banda portuguesa The Gift.
 Bem antes da primeira atração do Palco Mundo, a turma do gargarejo já se instalou. Paralamas e Titãs, com participação de Milton Nascimento e Maria Gadú e Orquestra Sinfônica Brasileira, têm subida ao palco prevista para as 19h.Na sequência, virá Claudia Leitte e somente às 21h30m a primeira atração internacional, Katy Perry.
No final da tarde, os dois lugares mais concorridos da Cidade do Rock eram a Rock Street e os brinquedos do parque de diversões.
Quem se organizou para sair cedo não enfrentou maiores problemas para chegar à Cidade do Rock, e deixou para trás os problemas para conseguir comprar e retirar o Riocard.
 CHÃO DE ARCO-ÍRIS

A CULTURA DA FAMA


LIVRO BASEADO EM CRIME REAL

    Romances baseados em crimes reais não são novidade. Raro é um autor inspirar-se no noticiário e transcendê-lo com uma profunda reflexão sobre os dias  de  hoje, como faz a escritora americana Joyce Carol Oates em “Minha  Irmã,  Meu Amor”. 
 Ela se baseou no assassinato da menina JonBenét  Ramsey, de seis anos, candidata em concursos de beleza infantil, e discute a cultura da fama atual.  No livro, a menina morta  chama-se Bliss e é campeã de patinação. Sua história é narrada pelo irmão de 19  anos, que assume a voz da família desestruturada pela  tragédia.

EM EVIDÊNCIA

SESSÃO 'GARGALHADAS'


VOVÓS MODERNOSAS !!!

CANTATA DE NATAL - CHAMADA

Maestro Daniel está abrindo algumas vagas para a cantata de natal nas janelas da escola estadual CARLOS GOMES, ao lado da prefeitura municipal, na avenida Anchieta. 
Se alguém se interessar em participar, entre em contato para que ele informe os detalhes. 
O repertorio é fácil e há cerca de 90 cantores no projeto. 
Os ensaios serão gerais, não exigindo ensaios semanais.

maestro daniel
9734-1316

NO BELICHE

CASA-ARTE COM BAMBU



  CASA Bamboo La vista desigend by: MARIA ALEJANDRA FLORES   

OVNI DE NUVENS

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

FIM DE TARDE


Vicente Montero canta Addio de Carlos Gomes






ET BONITINHO !!

UM POUCO DE CARLOS GOMES 24


"CONDOR"
 De três a cinco meses é o de que necessitou para escrever "CONDOR", aliás, mais um esforço de verdadeira criatividade que o faz superar-se tecnicamente em relação a tudo o que escrevera, apesar do pouco tempo que teve.
Aos 55 anos, trabalhou dia e noite fumando muito e bebendo muito café. O maestro já estava doente, mas não se cuidava.


 Em agosto de 1891, veio pessoalmente ao Rio para supervisionar a produção da estreia brasileira, mas a ópera não alcançou o sucesso esperado.
No Brasil, a República e na Itália, a giovane scuola contribuíram para o desinteresse, não justificável, mas totalmente compreensível, diante do valor artístico da obra do genial maestro. Era mais que natural que houvesse desinteresse também pelas óperas de CARLOS GOMES.
 Todos os de sua geração, Ponchielli e Verdi inclusive, passam por um período de baixa dos espetáculos de ópera no mundo inteiro.
Não houve decadência da música de CARLOS GOMES, nem da de Verdi. O que houve foi uma nítida redução de interesse do público e consequentemente, dos empresários e da imprensa. Muita gente boa da história da música passou por semelhante problema, teve um final de vida obscuro, enquanto suas obras atingiam o máximo de rendimento, aproximando-se da perfeição.
 Para CARLOS GOMES foi um grande prêmio o triunfo de "CONDOR" na estreia em Milão em 21 de fevereiro de 1891 e nas suas nove apresentações seguintes, apesar de ele mesmo reconhecer não se tratar de uma ópera de fácil compreensão.
O prelúdio é visto como um verdadeiro diamante.



CURIOSIDADES DO MES DE CARLOS GOMES
O Conservatório de Música do Rio de Janeiro, como a maior instituição musical brasileira de todos os tempos, teria, entre outras, a atribuição de indicar ao Governo Imperial e não ao Imperador, o nome de um aluno que demonstrasse aptidões excepcionais ou de um artista julgado merecedor, a fim de que fosse aperfeiçoar-se na Europa, à custa do Tesouro Público, por intermédio de uma série de leis e decretos:

“Aos professores reunidos em Junta compete:
– Fazer ao governo as propostas de que trata o art. 2 e 4.
– Propor ao governo, de cinco em cinco anos, o nome de algum aluno ou artista que se haja distinguido por seu talento transcendente a fim de ser mandado à Europa, aperfeiçoar-se na música.”




CARLOS GOMES deveria seguir para a Europa, não à custa do dinheiro público, mas de empresários teatrais particulares:

Art. 2, § 7: Os empresários são obrigados a manter à sua custa na Europa o aluno que o diretor do Conservatório de Música designar para se aperfeiçoar na arte da composição musical.
O contrato que o Governo Imperial celebrou em 1º de setembro do ano p.p. com uma nova empresa para sustentação da Ópera Lírica Nacional, no § 7 do art. 2, impõe a condição seguinte: Os empresários são obrigados a manter à sua custa na Europa o aluno ANTONIO CARLOS GOMES, que se acha em aptas circunstâncias, o qual foi por intermédio desta Academia e contra sua vontade, honrado com o hábito da Imperial Ordem da Rosa pela sua primeira ópera – A Noite do Castelo – e que acaba agora de apresentar a sua ópera Joanna de Flandres com feliz sucesso, confirmando assim seu notável progresso (…)



Logo depois de sua escolha pelo Conservatório, recebe de Francisco Manuel a comunicação de sua indicação:
 Rio, 30 de outubro de 1863
“Snr. ANTONIO CARLOS GOMES

Como diretor do Conservatório de Música da Corte do Rio de Janeiro, lhe faço saber, que tendo Vm.ce sido por mim nomeado para, na qualidade de aluno do mesmo Conservatório, ir completar os seus estudos de composição em Milão: o Exmo. Sr. Marquês de Olinda, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Império, dignou-se a aprovar essa nomeação em Ofício a mim dirigido com data de 24 de outubro do corrente ano e bem assim, determinar o prazo de quatro anos para o dito estudo e com a pensão anual de 1:800,000 (moeda corrente) que lhe será paga nesse país em trimestre adiantado.
Tendo ainda a comunicar-lhe que, pelo mesmo Ministro, será expedida à Legação Brasileira em Turim, as recomendações necessárias para auxiliá-lo na sua missão, assim como para fazer cumprir as instruções durante sua estada na Europa, das quais Vm.ce receberá uma cópia, além da que vai oficialmente dirigida a dita Legação.

Francisco Manoel da Silva
Diretor do Conservatório de Música”



No Diário do Rio de Janeiro de 6 de setembro, lê-se:


 “Aplauda-se sem reserva ao mancebo ousado, que sem incerteza e tentamen ganhou num dia a coroa artística tão invejada que tantos gênios tem banhado com suores de sangue e de angústias! (…)”




FRASES DA VEZ:
1.  Em 4 de outubro de 1894, escreve a Salvador de Mendonça:
(...)“PROPUS A FUNDAÇÃO DE UM CONSERVATÓRIO DE MÚSICA EM CAMPINAS, DIRIGIDO POR MIM: OFERECÍ-ME PARA OS CONSERVATÓRIOS QUE ESTÃO SENDO PROJETADOS EM PERNAMBUCO, EM MINAS - NEM RECEBI RESPOSTA.”

2. “SE EU MORRER LONGE DO MEU BRASIL, QUERO QUE CUBRAM MEU ESQUIFE COM A BANDEIRA AURI-VERDE DA MINHA PÁTRIA E COM ELA QUERO SER ENTERRADO."

3. “MEU REINO POR UM LIBRETO."

 Fonte: Meu livro "OLHOS DE ÁGUIA - ANTONIO CARLOS GOMES - A TRAJETÓRIA DE UM GÊNIO" - a ser publicado.


ICHHHHH !!...